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Gerais

Gestão por competências

Já ouvi diversas vezes, e inclusive já comentei aqui neste blog, a afirmação que diz que a equipe do projeto é a responsável pelo sucesso do projeto, e o gerente de projetos é o responsável pelo fracasso do projeto. Diversos fatores e falhas podem servir de argumento para a veracidade desta afirmação, neste post eu vou abordar a gestão por competência.

A gestão por competências não é um tema novo, e nem muito menos pouco falado, porém ainda há grande incidência de fracassos em fases ou em projetos inteiros devido a negligência ou a falta da gestão correta das competências da equipe do projeto.

“… uma equipe feliz tem mais chances de atingir os objetivos do projeto e buscar sempre o sucesso, o que vai gerar mais felicidade no final dos trabalhos com a satisfação do cliente…”

Bom, a gestão por competências é simples de explicar, e é simples de entender, nada mais é do que colocar a pessoa correta para executar o trabalho correto, então porque isso as vezes é difícil de se aplicar na prática?

Primeiro: Cabe ao gerente de projetos identificar as competências de cada membro da sua equipe e direcioná-los para que realizem o que melhor sabem fazer. O GP neste caso deve facilitar o trabalho de cada integrante do time no que cada um consegue ser mais produtivo e principalmente no que é mais feliz fazendo. É isso mesmo, a felicidade e a satisfação da equipe é muito importante, e o gerente de projetos deve olhar para toda a sua equipe, e enxergar as pessoas por trás de cada profissional, e entender qual é o melhor trabalho para cada um, e qual é o trabalho em que cada um fica mais feliz e satisfeito em realizar.

Dica: Avalie os resultados anteriores de todos da sua equipe, e principalmente observe e escute muito. Isso fará com que você consiga entender qual a competência mais destacada de cada um, e facilitar o desenvolvimento ainda maior de cada competência.

Segundo: Evite ao máximo as tentações, ou as pressões de colocar pessoas especialistas no assunto A, para realizar tarefas da área B. É claro que há diversos fatores que influenciam nesta decisão, por exemplo, falta de profissionais especializados, crises em projetos, ocorrências não previstas, falta de orçamento, entre outras dezenas de motivos. Porém, lembre-se que a sua equipe não pode ser ainda mais penalizada, e um erro ou falha não pode justificar outro.

O mais importante aqui é que um profissional infeliz e insatisfeito com o seu trabalho comete mais erros, produz menos, influencia negativamente o ambiente de trabalho, podendo até espalhar sentimentos destrutivos no restante da equipe.

Ainda neste assunto, vários estudos mostram que os profissionais insatisfeitos com o que fazem, e colocados em tarefas que não são capazes de realizar por afinidade ou até mesmo por competência, são abatidos por estresse, depressão, improdutividade, doenças alavancadas pelo sistema nervoso como gastrite, hipertenção, problemas do coração, entre outras. Não sendo nem preciso dizer que isso tudo com certeza afetará negativamente um projeto, não é?!

Dica: Converse sempre antes com a sua equipe sobre uma mudança de atribuição ou de responsabilidade, seja transparente e influencie a sinceridade da equipe. Não use a sua autoridade ou “poder” para obrigar um profissional a realizar um trabalho que ele não queira, porque ele fará mesmo que contrariado, mas isso poderá gerar um resultado catastrófico no futuro do projeto.

Com a gestão por competências podemos exercitar aquela famosa frase que eu citei no início, o gerente de projetos que não dá valor para as melhores e corretas competências de seu time, não consegue colaboração da equipe e provavelmente terá problemas com o seu projeto e será o responsável direto pelo fracasso do projeto. Por outro lado, quando o GP faz um bom trabalho nesta área, ele provavelmente terá todo o time ao seu lado, colaborando e se comprometendo mais, porque pessoas satisfeitas com o que estão realizando são mais felizes, e sendo mais felizes produzem mais, acertam mais e contribuem mais para o sucesso do projeto.

Lembre-se: O resultado positivo tem que ser buscado, o lucro deve ser uma das prioridades, a satisfação do cliente também é fundamental, mas a felicidade da equipe que trabalha no projeto e a satisfação das pessoas envolvidas não deve ser esquecido jamais, porque várias vezes é este simples sentimento que influencia em todos os outros fatores.

Eu usei a busca da felicidade como analogia para o exercício da gestão por competências, mas vários outros estão envolvidos com este tema e devem ser observados. Vou terminar usando a felicidade para dizer que uma equipe feliz tem mais chances de atingir os objetivos do projeto e buscar sempre o sucesso, o que vai gerar mais felicidade no final dos trabalhos com a satisfação do cliente.

Sobre Fábio Cruz

Fábio Cruz tem mais de 24 anos de experiência na área de TI, trabalhando em diferentes papéis no desenvolvimento de produtos e no gerenciamento de ciclo de vida de aplicação (ALM), com histórico comprovado como desenvolvedor, arquiteto de aplicação, líder técnico, analista de negócios e gerente de projetos. Nos últimos 10 anos tem apoiado equipes na construção e entrega de soluções tecnológicas em diferentes nichos como educação, varejo, financeiro, energia, ecommerce (b2c, b2g, b2b), entre outros, em empresas nacionais e internacionais incluindo times remotos ao redor do mundo. Também tem atuado como autor, trainer, palestrante, empreendedor e acumulei experiência como voluntário. É sócio e fundador da FabioCruz.com, no qual tem se apresentado como Enterprise e Agile Coach atuando como agente de mudança nos últimos 6 anos, implementando ágil e conduzindo transformações organizacionais, ajudando na melhoria do processo de desenvolvimento de software, ensinando e capacitando novos Scrum Masters, Agile Coaches, Product Owners e Times de Desenvolvimento sobre como construir e entregar software de forma mais rápida, com eficiência e efetividade usando boas práticas ágeis como Alto Valor Agregado, Desenvolvimento Iterativo, Integração Contínua, Automatização de Testes, Melhoria Contínua, Clean Code, Refatoração, Code Review, TDD e BDD, além de Scrum, Nexus, XP e Lean.

Discussão

2 comentários sobre “Gestão por competências

  1. Fábio, muito bom este seu artigo. Gostei e vou aplicá-lo. Grande abraço – Julio Graça

    Publicado por Julio Graça | 14 nov, 2011, 8:41 pm

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