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Cursos e eventos, Gerais

O Projecta 2011 – parte 1/2

No último dia 30 de setembro ocorreu em Florianópolis o evento Projecta 2011, organizado pelo PMI (Project Management Institute) capítulo de Santa de Catarina. É um evento que acontece anualmente, e assim como no ano passado foi realizado no CTAI/SENAI na SC 401.

Fábio Cruz como MC do Projecta 2011

Aproximadamente 100 participantes assistiram as palestras do dia, que começaram com um pequeno atraso aceitável, em torno de 10 minutos.

O mestre de cerimônias do Projecta 2011 foi o simpático autor deste blog (eu), que pode ser visto se preparando para uma leitura na foto ao lado.

O primeiro convidado do dia foi o Sr. Cristiano Cunha, que palestrou sobre “Da estratégia ao portfólio do projetos“. Ele começou muito bem e deixou um recado que me marcou muito com a seguinte frase:

“Se você não tem uma estratégia, você fará parte da estratégia de alguém.”

Esta foi uma das bases do conteúdo apresentado pelo Cristiano, tentando sempre abordar as diferentes formas de estratégia, tais como as pretendidas e as emergentes, partindo do princípio que sempre deve se ter um plano estratégico onde deve constar pelo menos os seguintes passos:

  1. Formular a estratégia
  2. Implementar a estratégia
  3. Controlar a estratégia

Estes três itens devem estar sempre alinhados com os objetivos e meios que vão levar a atingir a estratégia, além de total sincronismo com os objetivos de mercado e de operação da organização.

A partir de uma interpretação simplista, as estratégias pretendidas são aquelas planejadas no início do plano estratégico, que fazem parte dos objetivos e metas da organização, e que precisam ser trabalhadas independentes dos projetos. Já as estratégias emergentes são aquelas que surgem ao longo do ciclo de vida da organização e de seus projetos, que influenciam a estratégia pretendida e que são influenciadas por ela. Neste caso o ideal é que uma se una com a outra, gerando sempre influências positivas, e levando ao resultado esperado pela organização como um todo.

Outro assunto abordado pelo Cristiano foi a liderança, no qual ele resumiu muito bem com a seguinte frase:

“Liderança é um processo no qual um indivíduo influencia outros indivíduos para atingir objetivos comuns.”

O link que ele fez foi muito interessante, porque ele não falou simplesmente de liderança, mas sim da liderança aplicada as decisões estratégicas e influenciando principalmente nos resultados da gestão estratégica.

Cristiano apresentou um exemplo fácil de entender como isso funciona através do Modelo LGR de Liderança, basta pensarmos que o líder possui uma consciência de valores, que o faz tomar decisões realizando uma ação em direção ao resultado esperado, gerando um aprendizado que inicia novamente este mesmo ciclo.

Para finalizar, Cristiano apresentou as características da liderança na gestão estratégica, sendo resumidas em:

  • Distribuída: Constrói e apoia a liderança em toda a organização;
  • Consciente: Criação de comunidades;
  • Analítica vs Intuítiva: Mais intuítiva nas estratégias, e mais analítica na gestão de projetos.

Assim a primeira palestra do dia foi encerrada, dando oportunidade para todos os participantes interagirem entre si, e também com os palestrantes, no coffe-break.

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Fábio Cruz (eu), Paul Dinsmore e Luiz Henrique

Após a parada para integração foi convidado a palestrar o sr. Paul Dinsmore, um dos mais prestigiados membros do PMI, e mais antigos também. O sr. Paul é membro do PMI desde 1977, foi atuante na formulação dos primeiros Guias PMBOK®, foi um dos criadores do OPM3® e também foi premiado com o PMI Fellow Award, que é uma espécie de honra ao mérito concedido pelo PMI, aos membros que mais fizeram ações para manter e contribuir com o PMI e com o gerenciamento de projetos por mais de uma década consecutiva.

Paul Dinsmore também é autor de 18 livros ligados a gerenciamento de projetos, e a palestra levada por ele ao Projecta 2011 foi um rápido resumo do seu próximo lançamento o “Enterprise Project Governance“, ou simplesmente EPG.

Dinsmore começou falando sobre a evolução de projetos e do gerenciamento de projetos, citando algumas das mais significativas mudanças desta evolução, como o gerenciamento de projetos individuais passando para os múltiplos, e mais recentemente os programas, portfólios, PMOs e governança.

Paul também falou sobre o que é Enterprise Project Governance, ou EPG, que de uma forma bem sucinta é como o próprio Paul citou um “guarda chuva” que se subordina à alta administração e se propõe a garantir que os projetos sejam:

  • alinhados com a estratégia global;
  • equilibrados em relação às prioridades corporativas, e;
  • que atinjam os objetivos através de uma abordagem bem delineada, e assimilada pelos stakeholders.

Sendo que uma das formas de aplicar a EPG é responder as perguntas do 5Ws e 1H:

“What? Why? When? Who? Where? How?”

Um ponto importante que o Dinsmore abordou e que vale a pena lembrar aqui, é o porque da implementação do EPG. Ao aplicar o EPG é possível proporcionar as organizações formas eficazes de lidar com o número crescente de projetos demandados pelo mercado, ou pelos avanços da tecnologia, ou pela inovação, ou por outros motivos que despertem novos projetos. Sendo que a maioria esmagadora destes projetos demandados veem acompanhados de restrições como recursos e prazos limitados juntamente com a competição feroz.

Para completar os entendimentos sobre EPG, Dinsmore falou sobre o caso Big Pharma, da gestão estratégica à criação de valor, da gestão de portfólios e da identificação das partes interessadas.

Foi comentado rapidamente acima sobre os dois primeiros Ws, “o que é EPG? (What)” e “por que implementar a EPG? (Why)”, mas além disso Paul comentou com mais detalhes como responder as demais questões que são:

  1. Quando implementar a EPG? (When);
  2. Quem são os interessados na EPG? (Who);
  3. Onde implementar a EPG? (Where), e;
  4. Como implementar a EPG? (How).

Além destes temas citados, Dinsmore encerrou abordando assuntos como os cenários de aplicação da EPG, governança em mega projetos (fracasso e sucesso), contratos de tipo aliança e governança de TI.

Assim a parte da manhã foi finalizada com estas duas palestras e todos os participantes e convidados foram liberados para o almoço, que foi mais um momento de integração e de incentivo para o famoso networking.

Para finalizar esta primeira parte do meu depoimento sobre o Projecta 2011, gostaria de deixar um pequeno depoimento pessoal, que guardarei para sempre como um estímulo para continuar.

O sr. Paul Dinsmore, como ele mesmo brincou no início de sua palestra, era o membro mais antigo ali presente do PMI, ele já era membro do PMI quando eu estava com 1 ano de idade, e ele ainda está ai, participando ativamente, dando treinamentos, palestras, e sempre sorrindo, sendo simpático e gostando do que faz. Segundo ele próprio, ele ainda continuará atuando nesta parte mais educativa do gerenciamento de projetos por um bom tempo.

Por isso eu gostaria de deixar como recado aqui para todos nós que estamos começando nesta área, e que somos novos, que isto é um exemplo que devemos seguir. Se é o que queremos, se realmente é por uma causa, e é uma área na qual nos identificamos e admiramos, devemos fazer por onde, ter perseverança, força de vontade, não nos abalarmos com os problemas e dificuldades que iremos encontrar, e nos inspirarmos em pessoas como Paul.

Por isso finalizo aqui deixando um muito obrigado ao sr. Paul Dinsmore por este exemplo, e a todos os outros que como ele nos inspiram e nos deixam a cada dia legados de gerenciamento, de publicações como as do PMI e de visões que temos que ter para ajudar em quem sabe, um futuro melhor.

Em breve publicarei a segunda parte do Projecta 2011. Aguardo vocês por aqui.

Sobre Fábio Cruz

Fábio Cruz tem mais de 24 anos de experiência na área de TI, trabalhando em diferentes papéis no desenvolvimento de produtos e no gerenciamento de ciclo de vida de aplicação (ALM), com histórico comprovado como desenvolvedor, arquiteto de aplicação, líder técnico, analista de negócios e gerente de projetos. Nos últimos 10 anos tem apoiado equipes na construção e entrega de soluções tecnológicas em diferentes nichos como educação, varejo, financeiro, energia, ecommerce (b2c, b2g, b2b), entre outros, em empresas nacionais e internacionais incluindo times remotos ao redor do mundo. Também tem atuado como autor, trainer, palestrante, empreendedor e acumulei experiência como voluntário. É sócio e fundador da FabioCruz.com, no qual tem se apresentado como Enterprise e Agile Coach atuando como agente de mudança nos últimos 6 anos, implementando ágil e conduzindo transformações organizacionais, ajudando na melhoria do processo de desenvolvimento de software, ensinando e capacitando novos Scrum Masters, Agile Coaches, Product Owners e Times de Desenvolvimento sobre como construir e entregar software de forma mais rápida, com eficiência e efetividade usando boas práticas ágeis como Alto Valor Agregado, Desenvolvimento Iterativo, Integração Contínua, Automatização de Testes, Melhoria Contínua, Clean Code, Refatoração, Code Review, TDD e BDD, além de Scrum, Nexus, XP e Lean.

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